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análise

Berserk and the Band of the Hawk

Mais um Animé que recebeu o tratamento Musou, e não está mau de todo.

  • Texto: Brandon Green
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A Koei Tecmo e a produtora Omega Force já estão confortáveis com a ideia de adaptarem o seu estilo de jogo "Musou" (Warriors) a licenças de animação japonesa. Agora chegou a vez de Berserk, uma saga de animação violenta e negra, e os resultados são bem positivos. A Omega Force não teve receio de abraçar o estilo brutal e adulto da estória, que arranca durante o arco Golden Age e dura até ao arco Hawk of the Millennium Empire.

Este modo narrativo apanhou-nos de surpresa, e nota-se que a Omega Force se esforçou para entregar aos fãs uma boa representação da estória. Como o jogo começa bem perto do início da saga, e evolui até aos arcos mais recentes, é também um ponto de entrada razoável para quem nunca viu a animação, já que têm aqui o essencial para perceberem tudo o que se passa. A narrativa é contada através de dois tipos de sequências cinemáticas - uma em tempo real, outra em vídeo -, e ambas estão bem executadas.

Para terminarem o modo estória terão de investir algo como 15 a 20 horas de jogo, mas esse número pode expandir caso decidam abraçar todos os objetivos extra. Cada objetivo contribuiu com um painel que vai formar um fundo da animação. Depois de completarem as primeiras missões da campanha vão desbloquear dois modos de jogo adicionais - Free Mode e Endless Eclipse. O Free Mode será familiar a quem conhece os jogos da Omega Force, permitindo percorrer os níveis já terminados com qualquer personagem desbloqueada. Quanto ao modo Endless Eclipse, é algo completamente diferente.

Trata-se de um modo com traços semelhantes aos modos Survival de outros jogos, como Bloody Palace da saga Devil May Cry. Antes de iniciarem o modo têm de escolher um objetivo, e pelo meio vão cumprir desafios até alcançarem a recompensa pretendida, enquanto vão mergulhando cada vez mais fundo no Endless Eclipse. É um modo divertido onde podem gastar facilmente algumas horas, e que ainda pode servir como um local para aperfeiçoarem e testarem as vossas habilidades.

A jogabilidade segue o estilo que caracteriza os outros jogos da Omega Force, embora com alguns ingredientes novos acrescentados à receita. Uma dessas novidades é a introdução de armas secundárias, como adagas, uma besta, e o canhão do protagonista Guts. Esta última é particularmente devastadora, mas não a podem usar repetidamente. Cada arma secundária recebe uma restrição de tempo sempre que é utilizada, e só pode voltar a ser usada quando esse tempo termina. Também podem levar itens para o campo de batalha, o que acaba por suavizar potenciais momentos de frustração, nomeadamente quebrando a necessidade de percorrer o campo de batalha à procura de um item de saúde. Uma das novidades que mais apreciámos, embora possa parecer simples, é a introdução de uma mecânica de fixação no adversário. Isto 'prende' a nossa personagem a inimigos mais importantes e poderosos, e isso contribui para uma jogabilidade mais moderna e interessante.

A personagem inclui três barras de condições: Health, Frenzy, e Death Blow. A barra de saúde é óbvia, enquanto que o Frenzy enche conforme atacam inimigos. Quando essa barra está cheia podem ativar um modo de raiva, que aumenta o dano infligido aos inimigos e permite ativar o modo Obliteration - que envia os oponentes mais fracos a voar pelos ares, ou corta-os ao meio. Quanto a Death Blow, é uma barra que só enche quando estão em modo Frenzy, e quando está cheia permite executar um golpe extremamente poderoso.

Apreciámos o facto das personagens parecerem diferentes, não só visualmente, mas também mecanicamente. Enquanto Guts é uma personagem equilibrada, Griffith é rápido, e Judeau ataca à distância. Podem ainda equipar acessórios que alteram os atributos das personagens, melhorando a sua eficácia em combate. Também gostámos dos bosses, que proporcionam batalhas divertidas e empolgantes, perfeitas para quebrar alguma monotonia causada pela jogabilidade mais típica.

Berserk and the Band of the Hawk tem alguma capacidade gráfica interessante, sobretudo ao nível de design, que é inspirado pela animação japonesa. Não esperem contudo um supra-sumo técnico. Embora seja o jogo mais impressionante da Omega Force ao nível gráfico, Berserk ainda está longe dos padrões mais elevados da PS4. Basta considerar que o jogo também será lançado para PS Vita, uma consola muito inferior tecnicamente à PS4. Além da menor capacidade técnica, também ficámos desapontados com a câmara do jogo. É um problema comum a muitos jogos da Omega Force, que teima em ser corrigido. Nota também para algumas quebras de fluidez em momentos específicos de jogo, em particular durante a execução dos Death Blows. Não é grave, mas é notório.

Sejam fãs da série de animação, ou simplesmente dos jogos da Omega Force, vão encontrar motivos para investir em Berserk and the Band of the Hawk. E não se preocupem, porque não é necessário conhecer a saga para desfrutar do jogo, já que os momentos mais importantes são abordados na campanha. Tem as suas falhas, e a jogabilidade é muito familiar, mas é um bom jogo que merece a atenção dos fãs.

Berserk and the Band of the HawkBerserk and the Band of the HawkBerserk and the Band of the Hawk
Berserk and the Band of the HawkBerserk and the Band of the Hawk
08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Modo estória sólido e fiel ao Animé. Modo Endless Eclipse pode entreter jogadores durante horas a fio. Jogabilidade fluída... pela maior parte.
-
Quebras de fluidez durante os Death Blows. Câmara falha durante batalhas com inimigos maiores. Visualmente não está à altura da média.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor
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