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análise

Dragon Quest VIII: The Journey of the Cursed King

Dez anos depois da estreia na PS2, o melhor Dragon Quest é ressuscitado na 3DS.

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Para muitos jogadores, Dragon Quest VIII: Journey of the Cursed King é o melhor capítulo da saga da Square Enix, e não só porque foi o primeiro jogo da série a ser lançado na Europa. As personagens, o mundo, e o sistema de combate por turnos, mostraram uma atenção ao detalhe que impressionou jogadores, e o facto de usar o estilo de arte de Akira Toriyama, o criador de Dragon Ball, foi a cereja no topo do bolo.

Embora Final Fantasy e Dragon Quest pertençam ambos à Square Enix, e ambos no género RPG, são duas abordagens completamente distintas. Enquanto Final Fantasy tenta sempre mostrar algo de novo e original (nem sempre com sucesso), Dragon Quest faz por hábito manter as tradições e as raízes da série. Não quer dizer que não existam inovações no jogo, mas quando as há, parece ser algo imposto pelos avanços da indústria, e não tanto por um desejo de mudar e inovar. Por outras palavras, se são fãs de Dragon Quest, sabem sempre o que estão a comprar com um novo jogo da saga; um RPG tradicionalmente japonês, com uma distinção muito definida entre o bem e o mal, uma abordagem leviana à estória, e combates por turnos contra monstros pouco assustadores.

Dragon Quest VIII foi um êxito quando saiu na PS2, e não é por acaso que agora foi ressuscitado na Nintendo 3DS. Se têm interesse neste tipo de RPG, este capítulo continua a ser um excelente ponto de entrada para a série, mesmo passados tantos anos desde o lançamento original.

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Como é normalmente o caso em jogos de Dragon Quest, vão assumir o papel de um herói sem nome. Quando a aventura arranca, o herói serve como guarda no castelo Trodaine, mas quando o reino é atacado pelo feiticeiro Dhoulmagus, este herói acaba por ser o único que inexplicavelmente permaneceu consciente. O rei Trode e a Princesa Medea também sobreviveram, embora o rei tenha sido transformado um enorme monstro verde, e a princesa num cavalo. O herói é assim encarregue de encontrar o vilão, derrotá-lo, e quebrar o feitiço que assolou o reino. Pelo caminho vão conhecer novas personagens que se vão juntar ao grupo.

Dragon Quest VIII nunca se leva muito a sério,e tem quase sempre com um tom leviano e um humor bem disposto. Isto não significa necessariamente que não existem alguns momentos mais sérios ou trágicos na estória, mas o estado de espírito do jogo é geralmente bem disposto. A narrativa em si é muito simples, mas é contada com grande paixão e encanto, de tal forma que se torna difícil pousar a portátil. Dito isto, necessitam de aceitar o exagero das personagens (sobretudo o vilão Dhoulmagus, que chega a ser aborrecido) para realmente apreciarem a estória.

A principal adição da versão 3DS é a introdução de dois novos companheiros que o jogador pode recrutar, e que serão familiares a quem já jogou Dragon Quest VIII. Outra função interessante é a adição de um modo de fotografia. Existem também algumas opções de personalização (como usar ou não os dois ecrãs), mas de resto não há muito mais de novo que mereça ser mencionado.

Inesperadamente, Dragon Quest VIII também nos pareceu um bom jogo portátil. O ritmo lento e amigável, as mecânicas de jogo familiares, e o estilo charmoso que utiliza, adequam-se bem a sessões curtas de jogo se for necessário. Muitos jogos atuais são intensos, e por norma gostamos disso, mas também sabe bem acalmar com um RPG mais tradicional e pausado.

Uma desilusão desta adaptação à Nintendo 3DS é o elemento gráfico. Depois de compararmos vídeos da versão PS2, com a versão 3DS, tornou-se claro que a versão portátil ficou a perder em termos de qualidade gráfica. Esperávamos o oposto, que a versão 3DS fosse mais polida e detalhada, mas infelizmente não é o caso. Também ficámos desapontados pela ausência de funções 3D, embora não seja uma falha crucial. A excelente banda sonora, felizmente, recebeu alguns toques e está superior nesta versão, o que não pode ser dito das interpretações dos atores de voz.

Dragon Quest VIII para a Nintendo 3DS é portanto uma adaptação razoável de um clássico de PlayStation 2, mas que não é necessariamente superior. Mais importante, contudo, é o facto de este RPG ser ainda hoje um jogo facilmente recomendável a fãs do género. Se apreciam este estilo de RPG, ou tem saudades da versão original, vão ficar bem servidos com Dragon Quest VIII.

Dragon Quest VIII: The Journey of the Cursed KingDragon Quest VIII: The Journey of the Cursed KingDragon Quest VIII: The Journey of the Cursed King
08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Um RPG massivo, mas divertido e bem disposto. Fantástico estilo de arte, que encaixa como uma luva em Dragon Quest. Modo fotografia é divertido.
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Vilão aborrecido, Vozes medíocres. Não inclui opção 3D. Parece ter perdido alguma qualidade gráfica.
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