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Final Fantasy XV

Final Fantasy XV

Depois de uma década de espera, finalmente, Final Fantasy XV.

  • Texto: Jonas Mäki

Já todos conhecem o atribulado processo de desenvolvimento de Final Fantasy XV, que até nasceu como Final Fantasy Versus XIII, e a pergunta na mente de muitos jogadores é se valeu a pena esperar uma década pelo jogo. A resposta é um óbvio "não", porque nenhum jogo será capaz de corresponder a esse tipo de expetativas. A melhor pergunta será: "é Final Fantasy XV um bom jogo, digno do nome da saga?". A resposta a essa pergunta é, felizmente, um claro "sim". Trata-se de um Final Fantasy de coração e alma, e embora o protagonista Noctis seja algo irritante, por trás da sua personalidade esconde-se uma aventura memorável. É o tipo de Final Fantasy onde um rapaz pouco interessante acaba por se tornar num herói devido às circunstâncias que o rodeiam, e que eventualmente acaba também ele por conquistar o jogador.

Aliás, Noctis não é a única personagem algo irritante. O grupo de três companheiros que o vão auxiliar nesta aventura são todos algo desinteressantes na fase inicial. Não conseguimos contar quantas vezes revirámos os olhos durante as primeiras horas, mas isso muda com o passar das horas. À medida que começam a conhecer o grupo, é provável que comecem a ganhar alguma simpatia pelas suas personalidades tão dispares, mas que ainda assim formam um grupo inquebrável. Para ganharem ainda maior contexto, não só em relação às personagens, mas também sobre a estória, é importante aceder ao filme e à série de animação que a Square Enix lançou, como Brotherhood e Kingsglaive.

Antes de começarem a aventura propriamente dita devem também passar pelo modo de treino, que embora não seja muito bom, acaba por ajudar um pouco. Como outros jogos japoneses, Final Fantasy XV é algo atabalhoado na forma como treina o jogador, e até como lhe apresenta a estória, despejando-lhe muita informação pela garganta abaixo.

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Mas antes de continuarmos, uma palavra para a banda sonora. Final Fantasy sempre se destacou neste aspeto, e o novo jogo não é exceção. Vão apreciar muita faixas novas e épicas, mas também sorrir com alguns toques inspirados de clássicos de outros jogos da saga. Quando estão a passear no carro têm acesso a uma rádio, onde podem ouvir algumas das faixas antigas. Aliás, sem a possibilidade de apreciar estas músicas, as viagens de carro rapidamente se tornariam tortuosas. O grupo também faz questão de interagir nestes momentos parados, conversando, cantando, assobiando, lendo, e participando em atividades deste género.

Um dos pontos mais impressionantes de Final Fantasy XV é o mundo de jogo que coloca ao dispor do jogador. Não têm de caminhar muito para encontrarem criaturas massivas, desde monstros agressivos, a dóceis herbívoros. Embora massivo, Final Fantasy XV não é nenhum Skyrim ou Witcher 3 em termos de liberdade. Têm de ir desbloqueando o mundo pedaço a pedaço, revelando lentamente mais conteúdo. Mesmo depois de avançarem, existem motivos para mais tarde regressar a áreas já visitadas, seja para desbloquear segredos, ou para enfrentarem criaturas que na altura eram demasiado poderosas. Para o tipo de experiência que Final Fantasy XV pretende proporcionar, a estrutura funciona bastante bem.

Já o sistema de combate não pode ser tão facilmente elogiado. A Square continua a lutar por uma forma de passar dos combates por turnos para combates em tempo real, e Final Fantasy XV é o jogo que mais se aproxima desse conceito. Só vão controlar uma personagem (Noctis), não existe qualquer passagem para um ecrã de combate, e o jogo vive de ataques e contra-ataques em tempo real. Não é um sistema perfeito, mas depois de um obrigatório período de adaptação, acabámos por apreciar o que a Square Enix está a tentar criar para Final Fantasy.

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