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análise

FIFA 17

Finalmente, o jogo de futebol que EA está a tentar fazer há três anos.

Os últimos dois anos não foram os melhores para fãs de FIFA. Em 2014 a EA decidiu implementar inúmeras mudanças no jogo, e o resultado não foi inteiramente satisfatório. O ano passado, com FIFA 16, a jogabilidade melhorou, mas níveis de dificuldade completamente absurdos estragaram a componente a solo do jogo. Este ano, finalmente, a EA Sports parece ter conseguido criar o jogo de futebol que começou a desenhar com FIFA 15.

Não sabemos quão relevante terá sido a mudança para o Frostbite, mas essa foi uma das alterações mais referidas pela EA Sports. A verdade é que não notámos uma diferença assim tão grande, pelo menos a nível visual. Não nos interpretem mal, FIFA 17 tem um grafismo fantástico, mas não esperem uma grande diferença visual para FIFA 16. A iluminação está melhor, e o detalhe em algumas cutscenes de The Journey é fantástico, mas quando estão a jogar, não vão notar grandes diferenças.

A outra grande novidade muito promovida pela EA Sports foi The Journey, um modo de estória completamente novo. Finalmente tivemos a oportunidade de jogar várias horas de The Journey, e podemos atestar que é uma adição muito bem vinda a FIFA. Neste modo vão acompanhar a carreira de uma jovem promessa inglesa, Alex Hunter, de 17 anos. Este modo está bloqueado à Premier League inglesa, mas dentro dessa liga podem fazer várias escolhas. Numa primeira fase vão escolher um clube favorito, depois vão escolher que clube da primeira divisão querem representar. Esta escolha é importantíssima, porque irá determinar as oportunidades que vão ter para jogar e a paciência do clube. Assinar pelo Manchester United ou pelo Southampton não é a mesma coisa, e embora o primeiro seja a opção mais espetacular, é possível que tenham a vida mais facilitada no segundo.

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Em muitos aspetos The Journey joga-se como o modo Be a Pro (que continua presente no jogo). O treinador irá determinar quando Alex Hunter irá jogar, seja de início, ou como suplente utilizado. Quando Alex não está no campo, o resultado é simulado, mas ao entrarem vão receber objetivos do treinador que podem tentar cumprir. Embora nos pareça mais interessante controlar somente Alex Hunter, aqui terão as duas opções - podem controlar apenas o jogador ou toda a equipa. Conforme acumulam minutos, vão melhorando as características de Alex Hunter. Não podem definir quais são os atributos a melhorar, mas existem características especiais que podem desbloquear (como especialista de lançamentos laterais, ou cabeceador exímio).

Outra forma de evoluir as capacidades de Alex Hunter passa pela performance no treinos. Entre cada jogo vão realizar dois treinos, quase sempre determinados pela IA. Vão treinar cruzamentos, cortes, remates, passes, pontapés de livre, e outros mini-jogos que podem encontrar nos Skill Games. Se sabem como funciona o sistema de treinos do modo Carreira, têm uma ideia muito boa de que funciona em The Journey. A prestação de Alex Hunter nos treinos, e nos jogos, vão também contribuir para a sua relação com o treinador. Dependendo do apreço que o treinador tem por vocês, podem ser titulares, suplentes, ou reservas.

O que torna The Journey especial é o que se passa fora do campo. O modo tenta recriar a experiência que um jovem aspirante a futebolista enfrenta durante o início da sua carreira, desde os treinos de captação a possíveis empréstimos a clubes de escalões inferiores. Ocasionalmente vão ver uma cutscene de história, que envolve Alex Hunter e a sua família ou os seus companheiros (existem jogadores e treinadores fictícios que interagem com Alex Hunter). Entre os jogos e os treinos podem também aceder às redes sociais de Alex, para verem o que estão a dizer de si. Esses comentários serão naturalmente contextualizados pela vossa prestação dentro de campo - se falharem golos os adeptos não vos irão perdoar.

A "estória" em si não vai ganhar prémios e é previsível, enquanto que as atuações dos atores são medianas, mas resulta. The Journey conseguiu manter-nos investidos na carreira do jovem Alex Hunter, e levou-nos a festejar cada golo e assistência ou levar as mãos à cabeça com um falhanço. Jogar na dificuldade Classe Mundial não é exatamente fácil, sobretudo se só controlarem Alex, e isso torna cada toque na bola essencial. Sempre que ganhávamos um jogo tínhamos de espreitar os comentários em relação a Alex, e agora que o mercado de inverno está a chegar, estamos ansiosos para ver o que vai acontecer. Sim, The Journey é enorme, porque jogar uma época inteira da Premier League demora o seu tempo. Deste modo não sabemos exatamente quantas épocas são recriadas em The Journey, mas ficaremos surpreendidos se for mais do que uma - afinal de contas há que deixar conteúdo para os próximos FIFA (de certeza que o espera uma transferência para o estrangeiro, e a seleção nacioanal, nos próximos FIFA). Tudo somado, The Journey é uma boa adição ao jogo, embora tenha espaço para melhorar.

"Tanta conversa sobre o modo estória, então e a jogabilidade?". Sim, nós sabemos que apesar de tudo o resto, isso é o que realmente importa num jogo de futebol. Felizmente a jogabilidade de FIFA 17 é excelente. O jogo está muito mais fluido, os contactos físicos funcionam melhor, os super guarda-redes já não apanham todos os cruzamentos para a área, e os passes são uma maravilha. Todos os elementos de jogo foram afinados, desde os cortes aos remates, e ao contrário dos FIFA anteriores, tudo funciona como deve - até os níveis de dificuldade. A maior alteração ao nível da jogabilidade são os lances de bola parada. Agora podem apontar para onde querem cruzar a bola nos cantos, simular lançamentos laterais, e escolher a direção e a distância da corrida para a bola nos livres diretos e nos penaltis. Esta última opção permite criar vários tipos de livres, desde os típicos remates em jeito, aos "mísseis" teleguiados de Cristiano Ronaldo. Com a direção certa e um jogador capaz, até podem realizar um livre em trivela ao estilo de Roberto Carlos (vale sempre a pena recordar).

Em FIFA 17 os níveis de dificuldade foram finalmente ajustados, e o comportamento das equipas está muito mais dependente da qualidade dos seus jogadores. Tivemos quase sempre mais facilidades contra equipas menores do que contra equipa superiores, e isso não se refletiu apenas no resultado, mas também nas estatísticas de jogo. Se estiverem a jogar contra uma equipa inferior à vossa, é natural em FIFA 17 terminar com mais remates e posse de bola, tal como o seria na vida real. Dito isto, esses números não significam que vão ganhar sempre - uma equipa menor pode fechar-se bem e marcar num contra-ataque -, mas pelo menos vão ver comportamentos muito mais realistas das equipas controladas pela IA.

O que importa não é ganhar sempre - é sentir que quando falhámos, a culpa foi nossa, e não do jogo. Conseguir transmitir isso ao jogador é uma das grandes vitórias deste FIFA.

Apesar do destaque a The Journey, os outros modos de FIFA 17 não foram esquecidos. O modo Carreira, que já era bastante completo, foi reforçado com um novo sistema de exigências do clube. Basicamente tem de cumprir uma série de objetivos a curto, médio, e longo prazo, de acordo com o contexto do clube. Se escolherem um clube formador, como o Sporting e o Ajax, por exemplo, terão diretrizes para recrutar olheiros, contratar jovens jogadores, e treiná-los para se tornarem grandes promessas. Outros clubes vão procurar estabilidade financeira, ou a contratação de estrelas consagradas. A vossa reputação e desempenho será determinado pela forma como cumprem os objetivos do clube.

Quanto ao modo maior de FIFA, Ultimate Team Mode, também recebeu algumas novidades. A mais interessante é FUT Champions, uma competição semanal que permite ganhar acesso a um torneio no fim de semana, e que eventualmente dará a oportunidade de ganhar recompensas. A outra novidade são os desafios para a construção de equipas. Vão receber objetivos para construir um plantel com vários parâmetros, como incluir quatro nacionalidades, obter uma química de no mínimo 85, e todos da mesma liga. Se já passam horas a fio a jogar Ultimate Team Mode, a EA basicamente ofereceu-vos ainda mais desculpas para o fazerem.

FIFA 17 é um pacote robusto, que acrescenta em todas as áreas e resolve os maiores problemas da edição anterior. Ainda não é perfeito, mesmo ao nível da jogabilidade - o posicionamento dos jogadores para a bola por vezes ainda é estranho, com rodopios repentinos -, mas permite praticar um futebol de grande qualidade. A introdução de The Journey é uma cereja no topo do bolo, porque FIFA 17 já seria excelente mesmo sem o modo estória.

Agora... a eterna pergunta: PES ou FIFA? Honestamente, depende do vosso gosto, porque ambos são excelentes. Pro Evolution Soccer 2017 é um jogo clássico de futebol, que será familiar a muitos jogadores. Rapidamente vão pegar no jogo e começar a apreciar o refinamento da sua jogabilidade. Já FIFA 17 é um jogo mais ambicioso, que tem muito mais complexidade e possibilidades dentro de si - isso torna-o menos acessível. Independentemente da escolha que fizerem, este ano ficarão bem servidos no que respeita ao futebol virtual.

Nota importante:Uma boa parte das funções aqui descritas só são relevantes para as versões de PC, PS4, e Xbox One!

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09 Gamereactor Portugal
9 / 10
+
Jogabilidade soberba. Grafismo e ambiente fantásticos. Grandes níveis de produção. Está a rebentar com conteúdo. The Journey é imersivo.
-
Ainda existem problemas ocasionais com as animações. Futebol feminino está esquecido.
overall score
Esta é a média do GR para este jogo. Qual é a tua nota? A média é obtida através de todas as pontuações diferentes (repetidas não contam) da rede Gamereactor
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