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análise

Dark Souls II

Muitos jogadores queixam-se que os videojogos estão cada vez mais fáceis.

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Com o crescimento meteórico da popularidade dos videojogos na última década, assistimos a uma redução progressiva da dificuldade, uma ação tomada pelas editoras para tentar não afastar eventuais compradores. Os videojogos são, afinal de contas, um negócio. Os jogadores mais veteranos, contudo, têm manifestado frequentemente o seu desagrado perante a situação.

Isto levou a uma ressurreição de jogos mais desafiantes, sobretudo no espaço Indie, com o aparecimento do género Rogue-like, definido pela morte permanente. De um lado, um crescimento de jogos cada vez mais hollywodescos, do outro, títulos desafiantes e impiedosos, que castigam os jogadores imprudentes. Em 2010 surgiu Demon's Souls, um jogo extremamente penalizador - mas justo - que atingiu sucesso muito acima do esperado, mais devido à boa palavra passada pelos próprios jogadores do que necessariamente campanhas de marketing.

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Tanto Demon's Souls, como a sequela espiritual Dark Souls, e agora Dark Souls II, todos concentram-se na imposição de um estilo de jogo cuidadoso, com a morte como tema central da jogabilidade. Ao contrário dos Rogue-like, onde a morte é permanente, nesta série vão morrer vezes sem conta, e só os jogadores que aprenderem com os erros e conseguirem decifrar os perigos dos cenários e os tempos de resposta e táticas dos inimigos, vão progredir. Pior ainda, quando morrem, as almas e a humanidade que tinham ficam no lugar, e se morrerem antes de as recolher, ficarão perdidas para sempre. É um ato incrivelmente penalizador, já que as almas são utilizadas para evoluir a personagem e comprar itens. Uma mecânica que pode ser altamente frustrante e como tal, Dark Souls II não é um jogo para todos.

Dark Souls IIDark Souls II

Mas também existem muitos jogadores que acolheram, de braços abertos, este estilo de jogo impiedoso, baseado num mundo de fantasia sombrio e perigoso. Foram estes que mostraram grandes preocupação, quando a produtora From Software anunciou que iria tornar o jogo mais acessível. Isto surge na forma de um novo sistema de viagens rápidas, que permite viajar instantaneamente entre as fogueiras que já encontraram, e que também funcionam como pontos de ressurreição. Já os menus foram simplificados, com explicações mais claras e descrições mais óbvias dos itens e dos atributos. Outra novidade são as Life Gems, poções que podem comprar e que permitem regenerar a saúde.

Um fã da série pode, ao ler isto, pensar que o jogo ficou mais fácil, mas acreditem em nós, não é de todo o caso. Dark Souls II é um jogo mais acessível que o anterior, que explica melhor as suas mecânicas da jogabilidade, os atributos e outras particularidades. Dito isto, os inimigos e as situações que vão encontrar são tão ou mais difíceis que no passado. Não confundam acessibilidade com dificuldade.

Vão arrancar esta aventura como uma personagem que está a tentar quebrar a maldição que tem sobre si, e que eventualmente o vai tornar num morto-vivo sem consciência. Podem escolher entre oito classes, bem como vários itens que vos irão auxiliar pelo caminho. Se quiserem, também podem escolher uma opção sem armadura, níveis predefinidos ou vantagens. Depois de um pequeno tutorial, vão aparecer na aldeia de Majula, para onde vão regressar frequentemente, de forma a melhorar o equipamento ou para subir de nível. De resto, estão por vossa conta.

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O que Dark Souls II tem de fantástico, como os anteriores, é o facto de convencer o jogador de que cada derrota, cada morte, foi culpa sua. Ou foram impacientes, ou não tomaram a atenção devida aos ataques do inimigo. Devem considerar as armas e a armadura que vão usar, já que as mais poderosas tornam a personagem também mais lenta e limita o uso da barra de força, que permite realizar ações defensivas e ofensivas.

Durante as nossas sessões, morremos, e morremos frequentemente. Derrotar um inimigo ligeiramente mais poderoso é uma pequena vitória por si só, e alcançar a próxima fogueira é um alívio indescritível. Mas será depois de derrotarem um dos bosses - de design soberbo - que vão sentir uma descarga de adrenalina, com um misto de sensação de vitória e alívio. Ações que são banais noutros jogos, são sucessos triunfantes em Dark Souls II.

Dark Souls II também inclui mais oportunidades de exploração. Podem seguir o caminho mais óbvio, que acabará numa inevitável batalha com um boss, ou explorar percursos alternativos, possivelmente encontrando equipamento que vos ajudará nas batalhas seguintes. De início, o jogo parece mais limitado, até porque os caminhos mais difíceis estão bloqueados, ao contrário do que acontecia no início de Dark Souls, mas ao encontrarem chaves para portas secretas e ao derrotarem mini-bosses escondidos, vão abrir novas áreas e o jogo abre de forma impressionante.

Isto também significa que terão mais opções de progresso. Se uma área em particular começar a parecer demasiado difícil, podem tentar um percurso alternativo, ganhar mais força, e depois voltar ao obstáculo anterior. Também existe uma opção que limita o número de ressurgimentos dos inimigos. Isto pode parecer que torna o jogo mais fácil, o que é verdade, sobretudo para novatos, mas também tem um senão significativo, já que assim não poderão explorar indefinidamente inimigos fáceis à procura de experiência extra.

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A componente online de Dark Souls II também foi melhorada. As Covenants do anterior, estão de regresso, e permitem entrar em acordo com determinados grupos do jogo, que oferecem vantagens e desvantagens particulares. Por exemplo, existe uma Covenant que se especializa em derrotar outros jogadores, em PvP. Outra Covenant oferece mais defesas e formas de evitarem precisamente esses confrontos. Se queimarem uma Human Effigy (a nova Humanity), inutilizando-a, podem acabar com a invasão de um jogador inimigo. Quem gosta de jogar cooperativamente, também vai gostar de saber que existe uma Covenant dedicada a esse propósito e que aumenta as hipóteses de conseguirem jogar com um amigo, e não um jogador aleatório.

A quantidade de melhoramentos que a From Software implementou é impressionante. Se gostaram de Dark Souls ou Demon's Souls, não hesitem, vão adorar Dark Souls 2. Apesar de ser mais acessível e claro, o jogo não perdeu nenhuma da sua dificuldade impiedosa, tornando-se uma experiência soberba para veteranos e ligeiramente mais acessível para novatos. Ainda assim, continua a ser extremamente frustrante, por isso não é para todos e devem ponderar se este tipo de jogo é para vocês

08 Gamereactor Portugal
8 / 10
+
Dark Souls II tornou-se mais acessível, sem perder dificuldade. Maior liberdade de exploração.
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Não é, definitivamente, para todos.
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