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análise

Journey

Um dos melhores jogos da última geração é também uma experiência obrigatória na PS4.

Journey é a segunda versão remasterizada de um exclusivo PS3 que a PS4 recebe no espaço de um mês, e se God of War III mostrou que vale a pena tirar o pó a alguns dos grandes títulos PS3, Journey vem reforçar ainda mais essa ideia. Alguns jogadores gostarão certamente de revisitar esses títulos, mas o principal atrativo será para os muitos jogadores que escolheram a PS4 sem transitarem da PS3, que agora têm a oportunidade de jogarem as melhores versões (em teoria, pelo menos), desses grandes jogos.

Journey foi o terceiro título produzido pela Thatgamecompany, que antes já tinha impressionado com Flow e Flower, dois jogos que utilizavam muito bem o sensor de movimentos do DualShock 3/Sixaxis. Journey, contudo, apareceu num patamar muito superior. Tratou-se de uma experiência curta, mas mágica. Simples, mas com grande carga emocional. É a história de um viajante, que tenta chegar ao topo de uma montanha que vislumbra ao longe no horizonte. Uma viagem que pode ter muitas interpretações por parte dos jogadores.

Sugiram muitas análises profundas por parte dos jogadores depois do lançamento de Journey, especulando que era um comentário artístico à vida, ao fim, e ao que vem a seguir. Outros tiveram uma abordagem menos profunda, limitando-se a apreciar a curta viagem enquanto exploravam dunas, procuravam segredos e apreciam a vista. Existem muitas formas de abordar e interpretar Journey, mas nenhuma está errada.

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Journey é uma experiência muito curta, e se excluirmos a procura pelos colecionáveis, também não é muito exigente. Apenas no terceiro ato, através de um escuro sistema de cavernas e depois numa montanha nevada, vão encontrar qualquer tipo de sinal de perigo. Não devem contudo presumir que não existem desafios em Journey. Simplesmente limita-se a sugerir de forma subtil e lenta os obstáculos que vão encontrar para chegar ao topo da montanha.

O primeiro ato, nas dunas douradas do deserto, são fáceis de navegar. É delicioso acompanhar os movimentos do protagonista, enquanto o seu cachecol desliza pelo vento, um cachecol cujo comprimento define quanto tempo podem voar. Enquanto exploram estas ruínas, vão encontrar fragmentos feitos do mesmo tecido que o cachecol, aumentando seu comprimento. É uma abertura fantástica e relaxante para a experiência, mas o cenário eventualmente começa a mudar.

Vão deixar as colinas para trás e serão engolidos pela sombra, enquanto começam a perceber que nem tudo é o que parece. É um processo que nos parece levar desde a infância feliz às atribuladas dificuldades da idade avançada. Uma vida, em apenas 60 minutos. Se é um jogo deprimente? Não, na nossa opinião é o oposto. Tal como nos aconteceu em 2012, também agora foi difícil percorrer Journey e não sentir os olhos carregados. Não irá certamente partir o coração de cínicos, mas é uma experiência que pode apelar às emoções do jogador sem parecer estar a fazê-lo de forma forçada.

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Um dos elementos mais brilhantes de Journey é o modo cooperativo, que surge de forma automática e indireta. Durante a aventura vão encontrar outros jogadores a tentarem seguir o mesmo percurso que vocês, jogadores sem identificação, escolhidos aleatoriamente, e com os quais é impossível comunicar diretamente.

Isso não nos impediu de brincar com alguns desconhecidos, colaborar na resolução de puzzles, ou apontar segredos que tínhamos descoberto. É um elemento que enriquece a sensação de aventura, sem nunca quebrar a barreira de jogo. Numa era tão envolvida com o multijogador competitivo, Journey continua a ser uma experiência única e obrigatória, seja na PS3 ou na PS4.

JourneyJourneyJourneyJourney
10 Gamereactor Portugal
10 / 10
+
Curto, mas inesquecível. Localizações e sequências impressionantes. Mecânicas divertidas.
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Não existe uma grande diferença gráfica entre as duas versões.
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